12 indicadores financeiros que você precisa acompanhar

03/02/2022

Os indicadores financeiros consistem em métricas fundamentais para o sucesso de qualquer empresa. De maneira prática, eles são responsáveis por acompanhar a performance dos negócios e gerar relatórios completos, de modo a nortear tomadas de decisões mais efetivas.
 
Acompanhar regularmente esses indicadores permite que a organização consiga coletar, gerenciar e mapear devidamente esses dados, reforçando um gerenciamento mais estratégico de toda a operação.
 
Com a demanda por segurança e compliance, muitas empresas têm acelerado também os investimentos nessa área. Para se ter uma ideia, segundo um relatório da Deloitte, 58% das organizações desejam adotar indicadores em tempo real, 49% querem implementar ferramentas de monitoramento e prevenção de riscos e 59% desejam implementar a automação de processos.
 
Nesse cenário, acompanhar os indicadores financeiros pode promover às organizações uma série de benefícios. Para te ajudar a compreender quais são eles e as principais métricas que devem ser analisadas pela sua empresa, elaboramos um conteúdo completo. Continue com a sua leitura e confira.
 

Quais são os benefícios de acompanhar indicadores financeiros?

Dentre os principais benefícios de analisar adequadamente os indicadores financeiros, podemos citar:

Análise clara sobre o desempenho da empresa

Essas métricas demonstram exatamente qual é o desempenho financeiro da sua organização, como custos internos, despesas operacionais, gastos de produção, custos extras, despesas corporativas, reembolsos, taxas e outros.
 
Ao analisar esses números, é possível compreender de maneira clara os resultados gerados pelo seu negócio e se a sua empresa está atendendo o planejamento financeiro previamente realizado.

Possibilidade de constante otimização financeira

Com base nas informações levantadas pelos indicadores financeiros, os seus gestores conseguem entender exatamente qual é o status da sua empresa e quais são os maiores gastos.
 
Nesse cenário, é possível otimizar constantemente os fluxos financeiros sem prejudicar o desempenho da operação, visto que todas as decisões são tomadas com base em dados.

Rápida identificação de gargalos

Elencando o tópico anterior, com uma análise detalhada das informações financeiras, as organizações identificam rapidamente gargalos na operação, como gastos desnecessários, investimentos que extrapolam o planejamento orçamentário e, até mesmo, despesas suspeitas.
 
Dessa forma, os gestores conseguem reduzir os riscos de fraudes nos gastos corporativos ou contas que coloquem a saúde financeira da organização em risco, minimizando os prejuízos da operação.

Previsibilidade financeira

Com informações mais claras a respeito do desempenho financeiro da organização, os gestores conseguem prever os resultados a longo prazo, assim como estimar os impactos de novos investimentos, lançamento de produtos, quedas nas vendas ou outras nuances.
 
Esse tipo de gerenciamento também sustenta uma melhor gestão de riscos, visto que as empresas conseguem prever pontos críticos com base no desempenho atual da operação e, ainda, possuem margem para implementar medidas paliativas rapidamente caso algo saia do planejado.

Melhor gestão de recursos

Por fim, o benefício mais proeminente de acompanhar os indicadores financeiros é a garantia de um melhor gerenciamento dos recursos internos.
 
Com métricas atualizadas, a sua organização consegue direcionar os investimentos com assertividade, promovendo sustentabilidade, eficiência e produtividade.
 

12 indicadores financeiros que as empresas devem acompanhar

Agora que você entendeu o que são e quais são os benefícios de acompanhar os indicadores financeiros dentro de uma empresa, conheça abaixo os principais que devem ser analisados pela sua organização.

1. Margem Líquida

A margem líquida está diretamente relacionada com os lucros gerados pela empresa em relação à atual receita, sendo incluída no DRE (Demonstração de Resultados do Exercício).
 
A função principal dessa métrica é identificar não somente a capacidade de uma organização de gerar lucros, mas também nortear tomadas de decisões em relação a novos investimentos e melhorias internas.
 
Por outro lado, a margem líquida também auxilia a entender se as ações de uma empresa estão ou não mais valorizadas, assim como considerar oportunidades de expansão dos negócios.

2. Margem de contribuição

A margem de contribuição nada mais é do que o lucro gerado por cada produto vendido. Ou seja, está relacionada com quanto uma empresa precisa arrecadar com cada item vendido para cobrir as suas despesas de produção e, ainda assim, gerar lucros.
 
Quando falamos a respeito de organizações que oferecem serviços, a margem de contribuição precisa considerar todos os gastos com equipes, infraestrutura, equipamentos, softwares, assinaturas e outros fluxos relacionados.
 
Uma margem de contribuição positiva é sinônimo de uma organização sustentável. Caso o contrário, é sinal que a empresa precisa otimizar os fluxos internos, aumentar as vendas e/ou alterar a precificação dos produtos e serviços oferecidos para conseguir operar no “azul”.

3. Margem de Custos

A margem de custos é bastante semelhante ao indicador citado no tópico anterior, no entanto, ela tem como objetivo compreender se a venda de um produto cobre todos os seus custos.
 
Com base nessa métrica, os gestores conseguem alinhar melhor as demandas financeiras com as metas comerciais, entendendo qual é o mínimo aceitável que o time precisa vender para cobrir todos os gastos da operação e gerar lucros.
 
A margem de custos caminha lado a lado com a margem de contribuição, sendo necessário acompanhar esses dois indicadores para evitar gargalos nos gastos que envolvem a produção e veiculação de serviços e produtos.

4. Margem EBITDA

Na prática, o EBITDA é a sigla do termo em inglês Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization ou Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (LAJIDA), em português.
 
Isso significa que esse indicador estima qual é a lucratividade de um determinado negócio levando em consideração apenas as suas atividades operacionais.
 
Essa é uma métrica bastante utilizada por investidores, com o objetivo de compreender a margem de lucros de diferentes tipos de empresas de um mesmo segmento, assim como de diferentes portes e características.
 

5. Ponto de Equilíbrio

Conhecido como break even point, o ponto de equilíbrio é um dos indicadores financeiros mais importantes para a sustentabilidade da empresa.
 
De maneira geral, essa métrica estima qual é o valor mínimo que uma organização precisa faturar para conseguir cobrir todas as suas despesas, o que inclui operação, infraestrutura, taxas, impostos e outros custos.
 
Também considerado como um “indicador de segurança”, o ponto de equilíbrio estabelece metas não somente para o time comercial, mas também de relacionamento com clientes, prevendo a retenção mínima de contratos necessários para manter toda a empresa funcionando.
 
Além disso, promove ao gestor financeiro mais clareza a respeito dos lucros gerados, visto que, se a receita ultrapassar o estimado no ponto de equilíbrio, a empresa já consegue atingir rendimentos positivos.

6. ROI

O ROI é um dos indicadores de negócios mais conhecidos e é considerado não somente no setor financeiro, mas também em todos os outros departamentos da empresa, como marketing, contabilidade, operações, produção, vendas e outros.
 
Sigla para Return Over Investment ou Retorno Sobre Investimento, em português, o ROI estima o quanto uma organização conseguiu obter resultado com uma determinada aplicação.
 
É importante deixar claro que, nem sempre, esse retorno é financeiro. O que isso significa? Às vezes, as organizações conseguem obter resultados positivos no aumento da produtividade e eficiência da operação, por exemplo, a partir do investimento em uma nova ferramenta.
 
Ou, ainda, uma empresa atinge alto nível de governança e compliance a partir da adoção de tecnologias específicas. Como efeito em cadeia, a corporação passa a ter mais confiança dos clientes, o que aumenta não somente a retenção desses parceiros, mas também o número de vendas realizadas.
 
O ROI deve ser analisado sempre que uma organização realiza um novo investimento, seja ele tecnológico, como a implementação de novas ferramentas, compra de equipamentos ou modernização da infraestrutura, ou de gestão, como elaboração de novos planejamentos, adoção de treinamentos internos ou outros tipos de mudanças.
 
O ROI permite que todas as iniciativas realizadas na sua organização sejam mapeadas e devidamente categorizadas entre processos positivos ou negativos para o sucesso dos negócios. Tudo isso baseado em dados estratégicos.

7. ROE

O ROE é outro indicador bastante importante para analisar a sustentabilidade dos negócios. Sigla para Return on Equity ou Retorno Sobre o Patrimônio Líquido, é uma métrica que indica a rentabilidade de uma organização.
 
Ela pode ser utilizada como comparativo entre diversas empresas do mesmo setor (no caso, os concorrentes) como forma de medir o diferencial competitivo, assim como para tomar decisões a respeito de investimentos.
 
É importante salientar que o ROE não deve ser utilizado para analisar organizações de diferentes segmentos do mercado, pois é uma métrica mais estratégica e direcionada.

8. Faturamento

O faturamento é uma das métricas mais utilizadas pelas organizações e, por sua vez, indica todas as vendas realizadas por uma empresa em um determinado período de tempo.
 
Por sua vez, ele é dividido em dois tipos: faturamento bruto e líquido. O primeiro está relacionado com o valor total das vendas. Ou seja, de tudo que entrou no caixa da sua organização, sem nenhum tipo de dedução.
 
Já o segundo, consiste no valor total de vendas subtraído pelas deduções operacionais (como taxas, devoluções de produtos e impostos de cada operação).
 
Esse é um indicador importante para compreender o desempenho comercial da sua organização e, com base nisso, estimar novas metas para o time de vendas, melhorias internas, otimizações e, até mesmo, revisões do planejamento orçamentário.
 

9. Lucratividade

A lucratividade nada mais é do que o lucro gerado pelas vendas. Ou seja, quanto uma empresa realmente ganhou na comercialização de seus produtos ou serviços.
 
Apenas é possível chegar ao valor exato de lucratividade quando os gestores fazem a dedução de todos os gastos, como infraestrutura, matéria-prima e tecnologias.

10. Rentabilidade

A rentabilidade é um indicador de retornos baseados em investimentos. É muito semelhante ao ROI, no entanto, o ROI em si é uma das métricas dentro da rentabilidade.
 
Isso significa que, quando falamos sobre rentabilidade, estamos nos referindo a uma métrica panorâmica, que leva em consideração todos os fluxos internos e investimentos realizados.
 
Além disso, diferentemente da lucratividade, a rentabilidade não estima os retornos financeiros como um todo, e sim os retornos obtidos por meio de aplicações na própria operação.

11. Ticket médio

O ticket médio nada mais é do que o valor que os seus clientes gastam com seus produtos e serviços. Por sua vez, esse indicador não somente norteia melhor precificação, mas também indica a aceitação de seus parceiros das suas soluções.

12. Custos Fixos e Custos Variáveis

Por fim, temos os custos fixos e custos variáveis. De maneira prática, essas métricas indicam os gastos que a sua empresa possui para o funcionamento de toda a operação.
 
Nesse sentido, os custos fixos são aquelas despesas que possuem os mesmos valores em um determinado período de tempo, como os aluguéis que são mensais, assinaturas de serviços (sejam mensais, semestrais ou anuais) e outros.
 
Já os custos variáveis são as despesas frequentes que podem mudar de valor de um período para outro, como conta de água e luz.
 
Ao mapear esses gastos com efetividade, a sua organização consegue ter um melhor gerenciamento financeiro, além de previsão de despesas.
 

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