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Entendendo o G do ESG: o papel da governança nas questões ambientais

SAP Concur |

Em muitas empresas, a governança ainda é o elo frágil entre discurso ambiental e decisão prática. Compromissos públicos avançam, mas faltam estruturas internas capazes de orientar prioridades, responsabilidades e controles de forma consistente.

É nesse ponto que o G do ESG ganha protagonismo. A governança conecta liderança, estratégia e execução, definindo como temas ambientais entram na tomada de decisão e como resultados são acompanhados ao longo do tempo.

Sem essa base, iniciativas ambientais tendem a ser fragmentadas. Mudanças de gestão, pressões por resultados imediatos ou ausência de métricas interrompem avanços que não estão institucionalizados.

Compreender o papel da governança dentro do ESG ajuda a explicar por que tantas empresas enfrentam dificuldades para transformar compromissos ambientais em práticas consistentes. Portanto, este post foi feito para explicar esse pilar fundamental. Siga a leitura!

O que é governança no contexto do ESG?

No contexto do ESG, a governança é o conjunto de estruturas, políticas, processos e responsabilidades que orientam a forma como a empresa é dirigida e controlada. Ela define quem decide, com base em quais informações, sob quais critérios e com quais mecanismos de prestação de contas.

A governança ESG amplia o olhar tradicional sobre conselhos e compliance. Ela incorpora temas como gestão de riscos climáticos, definição de metas ambientais, acompanhamento de indicadores, auditoria de dados não financeiros e alinhamento entre discurso público e prática operacional.

Empresas com governança madura estabelecem regras claras para a tomada de decisão ambiental, evitando improvisações. Isso inclui desde a aprovação de investimentos sustentáveis até a forma como fornecedores são avaliados, contratos são firmados e impactos são mensurados ao longo do tempo.

Qual o papel do G nas questões ambientais?

O G do ESG funciona como elo entre intenção e execução. É ele que transforma diretrizes ambientais em políticas internas, metas mensuráveis e rotinas de controle. Sem governança, compromissos climáticos ficam restritos a relatórios institucionais, sem efeito real sobre processos e resultados.

A governança garante que decisões ambientais estejam conectadas à estratégia corporativa. Ao integrar o tema à gestão de riscos, ao planejamento financeiro e à avaliação de desempenho, a empresa reduz a chance de ações contraditórias, como investir em eficiência energética enquanto mantém práticas operacionais poluentes.

Outro ponto relevante é a responsabilidade. A governança define papéis claros, estabelece alçadas decisórias e cria mecanismos de acompanhamento. Isso assegura que a agenda ambiental não dependa exclusivamente da boa vontade de indivíduos, mas esteja institucionalizada.

Quais desafios as empresas enfrentam na governança ambiental?

Mesmo organizações com metas ambientais bem definidas enfrentam obstáculos para estruturar a governança necessária à execução. Entre os desafios mais recorrentes, podemos citar:

  • dificuldade de integrar indicadores ambientais aos sistemas de gestão existentes, o que impede visão consolidada, comparabilidade histórica e uso desses dados na tomada de decisão cotidiana;
  • falta de clareza sobre responsabilidades entre áreas e lideranças, gerando sobreposição de iniciativas, lacunas de controle e ausência de accountability sobre resultados ambientais;
  • dados ambientais dispersos, manuais ou pouco confiáveis, que comprometem a rastreabilidade das informações e enfraquecem a credibilidade das ações adotadas;
  • baixa conexão entre metas ambientais e decisões financeiras, fazendo com que sustentabilidade fique desconectada de orçamento, investimentos e critérios de priorização estratégica;
  • risco de greenwashing, quando a empresa comunica compromissos ambientais que não se sustentam na prática operacional. Isso ocorre quando não há controles estruturados, validação independente e mecanismos consistentes de acompanhamento.

É importante notar que esses pontos revelam que a governança ambiental exige mais do que boas intenções. Ela demanda processos, tecnologia e disciplina organizacional, capazes de sustentar decisões ao longo do tempo.

Quais são as práticas de governança que fortalecem a agenda ambiental?

Como implementar o pilar G na prática? Confira algumas maneiras de alcançar esse objetivo.

Integração da governança ambiental à estratégia corporativa

Uma prática consistente começa pelo alinhamento entre objetivos ambientais e estratégia de negócio. Quando metas de redução de emissões, eficiência energética ou gestão de recursos são consideradas nos planos estratégicos, a governança deixa de ser reativa.

Esse alinhamento garante que decisões ambientais sejam avaliadas com o mesmo rigor aplicado a investimentos, expansão ou inovação. O resultado é maior coerência entre crescimento econômico e sustentabilidade.

Definição clara de papéis e responsabilidades

Governança eficaz exige clareza. Conselhos, comitês, executivos e áreas operacionais precisam entender suas atribuições na agenda ambiental. A ausência dessa definição gera sobreposição de esforços ou lacunas críticas.

Empresas mais avançadas estabelecem comitês de sustentabilidade vinculados ao conselho, com responsabilidades formais, agendas regulares e indicadores acompanhados de forma sistemática.

Uso de indicadores confiáveis e rastreáveis

Sem métricas consistentes, a governança ambiental perde credibilidade. Indicadores precisam ser padronizados, auditáveis e integrados aos sistemas corporativos. Isso viabiliza análises comparáveis ao longo do tempo e reduz riscos de inconsistências nos relatórios.

A confiabilidade dos dados também fortalece a relação com investidores, reguladores e parceiros, que exigem cada vez mais transparência nas informações ESG.

Integração entre governança, controle financeiro e tecnologia

A tecnologia tem papel central na governança ESG. Soluções que conectam dados operacionais, financeiros e ambientais facilitam o monitoramento contínuo e a tomada de decisão baseada em evidências.

Ao integrar controles, automação e análises inteligentes, as empresas conseguem identificar desvios, corrigir rotas e antecipar riscos ambientais com mais agilidade.

Transparência e prestação de contas contínuas

Governança não se resume à definição de regras internas. Ela envolve comunicação clara e prestação de contas frequente. Relatórios, auditorias e canais de acompanhamento são exemplos de iniciativas que reforçam a confiança nas iniciativas ambientais.

Empresas que tratam a transparência como prática contínua, e não como obrigação anual, reduzem riscos reputacionais e fortalecem a credibilidade de sua agenda ESG.

Uma política de governança corporativa bem estruturada é o que sustenta a consistência das ações ambientais no longo prazo. Ela reduz riscos, evita contradições estratégicas e transforma compromissos públicos em práticas mensuráveis. Sem esse pilar, a sustentabilidade tende a ser frágil, dependente de contextos favoráveis e pouco resiliente a mudanças.

Nesse cenário, soluções que conectam governança, controle e tecnologia ganham relevância. As plataformas da SAP Concur, por exemplo, dão todo o suporte às empresas parceiras ao integrar processos financeiros, políticas internas e dados operacionais, viabilizando maior transparência, rastreabilidade e alinhamento estratégico.

Ao estruturar a governança com apoio tecnológico, as organizações fortalecem a agenda ambiental e constroem bases mais sólidas para a sustentabilidade de longo prazo.

Quer aprofundar o “E” do ESG e compreender como fatores ambientais impactam estratégia e sustentabilidade? Então, confira o nosso artigo sobre fatores ambientais!

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