Despesas e Viagens
Bleisure Travel: qual a importância dessa tendência nas viagens corporativas?
O bleisure é uma mudança clara na forma como profissionais encaram viagens corporativas. A combinação entre compromissos de trabalho e momentos de lazer passou a fazer parte da rotina de muitos colaboradores, especialmente em um cenário em que bem-estar, flexibilidade e qualidade de vida ganharam peso nas relações de trabalho.
Na prática, o conceito une produtividade e experiência. O profissional cumpre suas atividades corporativas durante a viagem e aproveita o destino além da agenda formal, seja estendendo a estadia, seja utilizando horários livres para conhecer a cidade.
Embora ainda gere questionamentos, o bleisure vem mostrando impactos positivos tanto para colaboradores quanto para organizações.
Quando bem estruturado, contribui para maior engajamento, melhor aproveitamento das viagens e relações profissionais mais equilibradas, desde que exista alinhamento claro entre expectativas individuais e políticas corporativas. Continue a leitura para saber mais sobre o conceito!
O que é bleisure?
Primeiro, vamos entender melhor o que é essa prática. Como foi mencionado na introdução, o bleisure é a junção de uma viagem a trabalho com o lazer, ou uma viagem de lazer com o trabalho.
Dessa forma, o colaborador que está realizando a viagem pode cumprir com suas obrigações corporativas durante o dia e aproveitar a noite para o seu próprio lazer.
Algumas empresas, ainda, oferecem dias a mais nas viagens para que o colaborador possa aproveitar e descansar na viagem. Mas é válido ressaltar que isso deve ser acertado com a empresa antes da viagem. Atrasos ou extensão da permanência em uma viagem sem a permissão da empresa, não é considerado bleisure.
Além disso, deve-se garantir que uma viagem não irá prejudicar a outra, ou seja, as atividades profissionais não podem ser deixadas de lado por conta do lazer.
Para que o bleisure aconteça de maneira correta, algumas formas são comumente adotadas pelas empresas. Por exemplo, combinar dias de férias do funcionário com a viagem corporativa, ou ainda, estender a viagem durante um final de semana.
Uma curiosidade: o termo bleisure nasce da combinação das palavras inglesas business (negócios) e leisure (lazer). Em português, o trocadilho representa justamente a união entre trabalho e momentos de descanso em uma mesma viagem, traduzindo a ideia de aproveitar deslocamentos corporativos para incluir experiências pessoais sem comprometer as obrigações profissionais.
Por que o bleisure se tornou uma tendência nas viagens corporativas?
O bleisure não surgiu como uma moda passageira, mas como resposta direta a mudanças profundas na forma como as pessoas trabalham, viajam e organizam suas rotinas. A prática ganhou força à medida que empresas e colaboradores passaram a enxergar as viagens corporativas sob uma lógica mais ampla, que envolve experiência, bem-estar e uso inteligente do tempo.
Entre os principais fatores que explicam essa consolidação, podemos citar:
- maior flexibilização das relações de trabalho e das jornadas profissionais;
- valorização do bem-estar e da saúde mental no ambiente corporativo;
- aumento da frequência de viagens a trabalho em agendas cada vez mais intensas;
- busca por experiências mais completas em deslocamentos já necessários;
- amadurecimento das políticas de viagens e do controle de despesas.
A flexibilização do trabalho foi um ponto de partida importante. Mesmo antes da consolidação de modelos híbridos, profissionais passaram a ter mais autonomia sobre horários, agendas e formas de execução das atividades.
Isso abriu espaço para encaixar momentos de lazer sem comprometer entregas e compromissos corporativos.
Outro fator relevante está na percepção do desgaste associado às viagens exclusivamente profissionais. Deslocamentos frequentes, fusos horários, compromissos intensos e pouco tempo para descanso impactam diretamente a produtividade e o engajamento.
Nesse sentido, o bleisure surge como alternativa para reduzir esse desgaste, oferecendo pausas que ajudam na recuperação física e mental.
Também pesa a mudança no perfil dos profissionais. Gerações mais jovens passaram a valorizar experiências, equilíbrio e propósito, influenciando políticas internas das empresas. Viajar apenas para reuniões rápidas, sem qualquer aproveitamento do destino, passou a ser visto como oportunidade perdida.
Do lado das organizações, o bleisure se tornou viável à medida que políticas de viagens evoluíram. Empresas passaram a compreender melhor seus custos, estruturar regras claras e adotar tecnologias que viabilizam controle mesmo em cenários mais flexíveis.
Isso reduziu resistências internas e permitiu, aos gestores, experimentar novos formatos sem comprometer orçamento ou compliance.
Quais os desafios do bleisure para as empresas?
Embora a tendência seja positiva, o bleisure exige atenção a pontos sensíveis que podem comprometer sua adoção se não forem bem endereçados. Vamos conhecê-los.
Separação entre despesas corporativas e pessoais
Um dos maiores desafios está na separação objetiva dos gastos. Quando lazer e trabalho compartilham a mesma viagem, cresce o risco de confusão na prestação de contas. Sem critérios claros, despesas pessoais podem ser lançadas como corporativas, ainda que de forma não intencional.
Esse problema se agrava quando a empresa não possui sistemas adequados ou políticas bem comunicadas. O resultado costuma ser retrabalho, conflitos entre áreas e atrasos em reembolsos.
Conformidade com políticas internas
O bleisure exige ajustes nas políticas de viagens existentes. Regras pensadas apenas para deslocamentos estritamente corporativos não contemplam extensões de estadia, acompanhantes ou uso de dias pessoais. Ignorar essa atualização cria zonas cinzentas e aumenta o risco de descumprimento das normas internas.
Além disso, gestores precisam estar alinhados para aplicar as regras de forma consistente, evitando exceções informais que fragilizam a governança.
Responsabilidade e dever de cuidado
Outro desafio envolve a responsabilidade da empresa sobre o colaborador fora do período estritamente profissional. Definir até onde vai o dever de cuidado, especialmente em viagens internacionais, é fundamental para evitar ambiguidades jurídicas e operacionais.
Empresas mais maduras nesse tema estabelecem limites claros entre tempo corporativo e pessoal, protegendo tanto o colaborador quanto a organização.
Como adaptar políticas de viagens ao bleisure?
A base para uma implementação segura do bleisure está em políticas bem estruturadas. O primeiro passo é reconhecer oficialmente essa possibilidade e traduzi-la em diretrizes claras, evitando acordos informais que geram ruído, insegurança e conflitos internos.
A política de viagens deve especificar como funciona a extensão da estadia, se há limite de dias adicionais, quais custos permanecem sob responsabilidade da empresa e quais passam a ser pessoais.
Também é importante definir regras para acompanhantes, uso de milhas, upgrades e alterações de datas, sempre deixando claro o que será ou não reembolsado.
Outro ponto indispensável é o alinhamento entre áreas. Financeiro, RH e gestores precisam compartilhar a mesma leitura das regras. Esse cuidado evita interpretações divergentes e garante que o bleisure não se transforme em fonte de conflito interno ou em risco para o controle das contas.
Na prática, algumas formas ajudam a estruturar essas políticas com mais eficiência, como:
- definição clara de quais trechos da viagem são considerados corporativos e quais são pessoais;
- estabelecimento de limites objetivos para dias adicionais, valores e tipos de despesas reembolsáveis;
- exigência de aprovação prévia para extensões de estadia e mudanças de datas;
- separação formal entre despesas de trabalho e gastos de lazer no processo de prestação de contas;
- comunicação transparente das regras para colaboradores e gestores antes das viagens.
Além disso, políticas bem escritas reduzem a necessidade de exceções e aumentam a previsibilidade, tanto para a empresa quanto para o colaborador. Quando todos sabem exatamente como o bleisure funciona, a prática deixa de ser um risco e passa a operar como parte organizada da estratégia de viagens corporativas.
Qual é o papel da tecnologia no controle de despesas e viagens bleisure?
A adoção do bleisure em escala só se sustenta quando a empresa conta com tecnologia capaz de equilibrar flexibilidade e controle.
Quanto mais liberdade o colaborador tem para estender a viagem ou ajustar datas, maior precisa ser a capacidade da organização de acompanhar custos, itinerários e conformidade em tempo real. Entenda, agora, como a tecnologia faz diferença.
Automação no registro e categorização de despesas
A tecnologia elimina boa parte dos atritos operacionais associados ao bleisure. Ao permitir que despesas sejam registradas no momento em que ocorrem, reduz-se o risco de esquecimentos, perdas de comprovantes e lançamentos incorretos.
A categorização automática também ajuda a diferenciar gastos corporativos de despesas pessoais, algo central nesse tipo de viagem.
Outro ganho importante está na padronização. Processos automatizados garantem que todos os colaboradores sigam o mesmo fluxo de prestação de contas, independentemente do destino ou da duração da viagem, o que aumenta a consistência das informações financeiras.
Aplicação de políticas e auditoria contínua
Soluções tecnológicas também atuam como guardiãs das políticas internas. Regras de despesas, limites de valores e critérios de reembolso podem ser aplicados automaticamente, reduzindo exceções informais e conflitos entre colaborador e empresa.
Além disso, a auditoria contínua permite identificar padrões de uso do bleisure, ajustar políticas com base em dados reais e antecipar riscos financeiros. Isso transforma a gestão de viagens em processo estratégico, e não apenas operacional.
Gestão integrada com a SAP Concur
Dentro desse contexto, plataformas corporativas integradas ampliam o nível de maturidade da gestão. Ao centralizar reservas, itinerários, despesas e relatórios, a empresa ganha visão completa das viagens bleisure e consegue tomar decisões mais embasadas sobre orçamento, políticas e negociações com fornecedores.
A integração entre dados financeiros e operacionais também facilita análises mais profundas, como custo médio por viagem, impacto de extensões de estadia e oportunidades de otimização ao longo do tempo.
Quais são os benefícios do bleisure para colaboradores e empresas?
Os benefícios do bleisure se manifestam de forma gradual, mas consistente, quando a prática é bem estruturada. Eles vão além do conforto imediato e impactam aspectos estratégicos da relação entre empresa e colaborador. Vamos conhecê-los!
Experiência mais equilibrada para o colaborador
Ao incluir momentos de lazer na viagem, o colaborador vivencia o deslocamento de forma menos desgastante. Isso contribui para equilíbrio emocional, maior satisfação e sensação de reconhecimento por parte da empresa, especialmente em funções que exigem viagens frequentes.
Esse equilíbrio influencia diretamente a percepção sobre a cultura organizacional, tornando-a mais humana e alinhada às expectativas atuais do mercado de trabalho.
Melhora na motivação e no desempenho
Colaboradores que retornam de viagens menos exaustivas tendem a apresentar maior foco e disposição. O tempo de lazer funciona como fator de recuperação, reduzindo impactos de longas jornadas, fusos horários e agendas intensas.
Com isso, reuniões, apresentações e negociações passam a ocorrer em um contexto de maior energia e atenção, refletindo no desempenho individual e coletivo.
Uso mais inteligente do investimento em viagens
Para a empresa, o bleisure amplia o valor extraído de um custo que já existiria. Viagens mais produtivas, com maior tempo para adaptação ao destino e networking, aumentam as chances de resultados concretos, como fechamento de negócios e fortalecimento de parcerias.
Esse uso mais inteligente do orçamento contribui para melhorar o retorno sobre o investimento em viagens corporativas sem necessariamente elevar os gastos diretos.
Fortalecimento da marca empregadora
Por fim, o bleisure reforça o posicionamento da empresa como organização moderna e flexível. Esse diferencial pesa na atração e retenção de talentos, especialmente entre profissionais que valorizam autonomia, experiência e qualidade de vida.
Ao longo do tempo, essa percepção positiva se converte em engajamento, redução de turnover e construção de uma marca empregadora mais competitiva no mercado.
SAP Concur Travel & Expense: gestão integrada de viagens e despesas
O SAP Concur Travel & Expense centraliza todo o controle end-to-end das viagens corporativas em uma única plataforma, integrando reservas, itinerários, despesas, comprovantes e relatórios.
A solução automatiza políticas de reembolso, garante conformidade, amplia a visibilidade dos gastos e simplifica aprovações, oferecendo mais controle financeiro, agilidade operacional e gestão inteligente das viagens empresariais.
Como vimos no texto, o bleisure deixou de ser uma excentricidade e passou a refletir uma mudança concreta na forma como empresas e profissionais encaram as viagens corporativas. Quando estruturada com regras claras, alinhamento interno e apoio tecnológico, essa prática amplia o valor dos deslocamentos sem comprometer controle, compliance ou [orçamento](https://www.concur.com.br/blog/article/o-que-sao-indicadores-financeiros[).
Ao integrar flexibilidade e organização, o bleisure fortalece a experiência do colaborador e contribui para decisões mais estratégicas sobre mobilidade corporativa. Mais do que uma tendência, essa abordagem se consolida como parte da evolução das viagens de negócios, alinhando produtividade, bem-estar e eficiência financeira.
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