Crescimento e Otimização
O que é ESG aplicada à realidade de pequenas e médias empresas?
Nos últimos anos, entender o que é ESG deixou de ser apenas uma tendência das grandes corporações para se tornar também uma necessidade das pequenas e médias empresas. A busca por práticas mais responsáveis passou a fazer parte da rotina de negócios de diferentes portes e setores.
Mais do que um conceito, o ESG representa a integração de fatores ambientais, sociais e de governança à gestão empresarial. Para as PMEs, adotar essa visão pode significar ganhar competitividade, atrair investidores e construir uma marca mais sólida no mercado.
Saiba mais o que é ESG aplicado à realidade de pequenas e médias empresas e como essa discussão pode colaborar com o crescimento do seu negócio!
Mas, afinal, o que é ESG para PMEs?
O termo ESG vem do inglês Environmental, Social and Governance (Ambiental, Social e Governança). Ele se refere a um conjunto de práticas que têm como objetivo alinhar a operação das empresas a princípios de sustentabilidade, responsabilidade social e ética corporativa.
Embora o debate sobre ESG esteja mais consolidado em grandes corporações e multinacionais, esse movimento também se tornou relevante para as pequenas e médias empresas (PMEs).
Afinal, mesmo com estruturas menores, elas têm papel importante na cadeia de valor, seja como fornecedoras de insumos, parceiras comerciais ou prestadoras de serviços para organizações maiores.
Os efeitos da pandemia
A partir da pandemia de Covid-19, em 2020, esse tema ganhou ainda mais força, em diferentes mercados e empresas de diferentes portes.
Afinal, o período desafiador levou os gestores a repensarem suas estratégias e a reconhecerem que práticas sustentáveis e transparentes eram essenciais não apenas para enfrentar crises, mas também para conquistar a confiança de clientes, fornecedores e investidores.
O papel das PMEs
Para uma PME, adotar o ESG significa desde rever processos internos para reduzir desperdícios até implementar políticas de diversidade, fortalecer o relacionamento com comunidades locais e estruturar mecanismos de governança.
Não se trata apenas de seguir tendências, mas de criar bases sólidas para crescer de forma sustentável em longo prazo.
Um exemplo prático: uma empresa de médio porte do setor de logística pode adotar medidas ambientais para reduzir a emissão de CO₂ da sua frota, implementar um programa de capacitação profissional para colaboradores e adotar controles de compliance mais rígidos.
Esse conjunto de iniciativas reforça seu compromisso com o ESG, atrai novos clientes que valorizam essas práticas e melhora sua competitividade no mercado.
Assim, fica claro que o ESG não é exclusividade das grandes organizações. Ao contrário, pode ser um diferencial estratégico para negócios menores, ajudando a gerar credibilidade e abrir portas para novas oportunidades.
Quais as vantagens das ações de ESG?
Saber o que é ESG, bem como aplicar as ações relacionadas, são quesitos importantes para as pequenas e médias empresas, pois podem gerar inúmeros benefícios, como por exemplo:
- aumentar a rentabilidade do negócio;
- contribuir com a imagem da marca;
- demonstrar um maior cuidado ambiental;
- melhorar a competitividade no mercado;
- ajudar na atração de novos investidores.
Por isso, trabalhar o que é ESG como uma filosofia transversal de toda a empresa, ainda mais em tempos de crise, é uma forma de se manter firme no mercado e conquistar destaque no mundo dos negócios.
Como aplicar o ESG nas pequenas e médias empresas?
O ESG pode ser aplicado às pequenas e médias empresas de várias formas. A princípio, vale identificar e priorizar os impactos positivos da cadeira de processos (fornecimento, produção e distribuição) do estabelecimento. Posteriormente, algumas ações recomendadas são:
- firmar parcerias estratégias para elevar o padrão de governança;
- atuar na igualdade de oportunidades para os funcionários;
- investir em iniciativas de diversidade na empresa;
- propor uma cultura organizacional pautada na sustentabilidade.
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Como medir os impactos do ESG na PME?
Implementar iniciativas é apenas o primeiro passo. Para que o ESG se torne realmente efetivo, é preciso medir os resultados. No caso das PMEs, esse monitoramento pode ser feito de forma simples, mas consistente. Uma das formas é estabelecer indicadores de desempenho (KPIs) ligados às três dimensões do ESG:
- ambiental — redução do consumo de energia, diminuição de resíduos, uso consciente da água e cálculo da pegada de carbono;
- social — índices de satisfação dos colaboradores, diversidade no quadro de funcionários, parcerias comunitárias e ações de capacitação;
- governança — cumprimento de normas legais, transparência em relatórios financeiros e clareza em processos de decisão.
Ferramentas digitais, como softwares de gestão e tecnologias verdes, facilitam esse acompanhamento. Relatórios automatizados permitem que gestores identifiquem rapidamente os avanços, ajustem estratégias e comuniquem resultados a parceiros e investidores.
Outro ponto relevante é a comunicação dos resultados. Uma PME que consegue mostrar, de forma transparente, como suas ações ESG impactam positivamente o negócio e a comunidade em que atua, fortalece a confiança junto a clientes e stakeholders.
Assim, a empresa não apenas valida o seu esforço, mas também abre caminho para novas oportunidades de negócios.
Quais os riscos de não adotar as práticas de ESG na PME?
Ignorar as práticas de ESG pode trazer consequências sérias para pequenas e médias empresas. Entre os principais riscos estão:
- perda de competitividade — em um mercado cada vez mais atento à sustentabilidade e à ética, deixar de lado esses pilares significa ficar para trás na disputa por contratos e clientes;
- prejuízo à imagem corporativa — empresas que não demonstram compromisso social e ambiental podem ser vistas como ultrapassadas ou pouco confiáveis, afastando investidores e parceiros;
- impactos financeiros — a falta de governança e de conformidade com legislações ambientais e trabalhistas aumenta a exposição a multas, processos e sanções;
- dificuldade em atrair e reter talentos — profissionais qualificados buscam empresas alinhadas a valores de inclusão e sustentabilidade, e a ausência de ESG pode afastá-los.
A pesquisa "Panorama ESG 2024", conduzida pela Amcham Brasil com 687 empresas brasileiras, revela que 71 % delas já implementaram ou estão iniciando práticas relacionadas a ESG, um crescimento de 24 pontos percentuais em relação a 2023, quando eram apenas 47 %.
O relatório também mostra que 26 % das empresas se consideram "inovadoras" ou maduras no tema, enquanto 45 % estão em estágio inicial. A adoção de ESG é motivada principalmente por compromissos ambientais e sociais (78 %) e pela busca de uma imagem corporativa mais forte (77 %).
Como você viu no artigo, ignorar completamente o conceito significa comprometer o futuro do negócio. Seja na relação com clientes, investidores, governo ou colaboradores, as consequências da inação são cada vez mais evidentes.
Entender o que é ESG e colocar em prática suas diretrizes é, portanto, uma decisão estratégica para garantir relevância e sustentabilidade no mercado.
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