Crescimento e Otimização
Auditoria interna e externa: entenda como a SAP Concur auxilia sua empresa
Os modelos de auditoria interna e externa ganharam protagonismo nas empresas à medida que exigências regulatórias, pressão por transparência e riscos operacionais passaram a impactar diretamente resultados e reputação.
Esses modelos de auditoria não servem apenas para cumprir normas. Na verdade, esses processos se conectam à forma como dados são geridos, decisões são registradas e controles sustentam o crescimento do negócio.
Mesmo assim, muitas organizações ainda tratam auditorias como eventos isolados, concentrados no fechamento contábil ou em demandas regulatórias específicas. A ausência de integração entre áreas, aliada a controles manuais e sistemas fragmentados, amplia falhas de rastreabilidade e dificulta o alinhamento entre compliance, governança e eficiência operacional.
Continue a leitura para saber mais sobre esses modelos de auditoria e como implementá-las com o auxílio da tecnologia!
Qual é a diferença entre auditoria interna e auditoria externa na prática?
Na rotina das empresas, a diferença entre auditoria interna e externa aparece menos no discurso e mais na forma como cada uma interage com os dados e os times. A auditoria interna tem acesso amplo às informações operacionais, acompanha processos em tempo real e participa da melhoria contínua. Seu olhar é preventivo e orientado a riscos.
A auditoria externa, por sua vez, trabalha com recortes temporais bem definidos. Normalmente concentrada em ciclos anuais ou trimestrais, ela avalia evidências, documentos e registros já consolidados.
O objetivo não é propor ajustes operacionais, mas emitir uma opinião técnica e independente sobre a fidedignidade das informações.
Essa diferença prática costuma gerar tensões quando os dados não estão organizados ou quando os processos dependem de controles manuais.
Planilhas descentralizadas, aprovações por e-mail e falta de rastreabilidade tornam o trabalho da auditoria externa mais longo e oneroso, ao mesmo tempo em que limitam a atuação estratégica da auditoria interna.
Quais são os papéis da auditoria interna e da auditoria externa nas empresas?
Em 2024, um estudo da KPMG apontou que uma parcela significativa das empresas brasileiras apresentou deficiências relevantes em controles internos identificadas por auditores independentes, muitas delas reportadas apenas nos processos formais de auditoria.
O levantamento, baseado na análise de formulários de referência de companhias abertas, reforça como fragilidades nos controles ainda passam despercebidas no dia a dia operacional e só emergem sob escrutínio técnico especializado.
Esse estudo também ajuda a explicar por que as auditorias interna e externa deixaram de ser tidas apenas como obrigações pontuais e passaram a ocupar um espaço estratégico na governança corporativa.
A aplicação de cada tipo de auditoria nas empresas
Na prática corporativa, a auditoria interna está integrada à rotina da organização e acompanha processos de forma contínua.
Seu papel vai além da verificação pontual: envolve avaliar controles, mapear riscos e testar a aderência às políticas internas, oferecendo às lideranças uma visão antecipada de fragilidades que poderiam evoluir para perdas financeiras, sanções regulatórias ou impactos reputacionais.
Por essa proximidade com a operação, o modelo de auditoria interna também influencia decisões relacionadas a compliance, compras, viagens corporativas e gestão de despesas.
A auditoria externa atua sob outra lógica. Conduzida por profissionais independentes, ela se concentra na validação das demonstrações financeiras, das práticas contábeis e do cumprimento das exigências legais.
O parecer emitido sustenta a confiança de investidores, conselhos e órgãos reguladores, além de viabilizar acesso a crédito e reduzir assimetrias de informação com o mercado.
Embora tenham funções distintas, as duas auditorias se complementam. Quando operam de forma isolada, surgem retrabalhos, ruídos de informação e aumento de custos. Quando alinhadas, criam um ambiente de controle mais previsível e transparente.
Esse alinhamento se tornou ainda mais relevante nos últimos anos, com a convergência de objetivos em torno de temas como governança corporativa, integridade e ESG, que passaram a exigir dados consistentes, processos bem documentados e uma visão integrada dos controles financeiros e operacionais.
Auditoria, compliance e eficiência operacional deixaram de competir entre si
Durante muito tempo, auditoria interna e externa foram vistas como entraves à agilidade do negócio. Compliance era associado a burocracia, enquanto eficiência operacional seguia por outro caminho. A tecnologia alterou essa lógica.
Processos automatizados alinham esses objetivos. Auditorias se tornam menos invasivas, compliance passa a ser incorporado ao fluxo natural das operações e a eficiência cresce como consequência, não como concessão.
A experiência de empresas que adotaram plataformas integradas mostra que é possível reduzir custos, fortalecer controles e ganhar velocidade ao mesmo tempo. Não se trata de escolher entre controle e crescimento, mas de estruturar ambos sobre a mesma base de dados.
Quais responsabilidades envolvem auditorias internas e externas ao longo do ano fiscal?
Ao longo do exercício fiscal, a auditoria interna assume uma agenda recorrente. Avaliações de processos, testes de controles, revisões temáticas e acompanhamento de planos de ação fazem parte da rotina. O trabalho não se limita a apontar falhas, mas a acompanhar correções e medir a efetividade das mudanças implementadas.
A auditoria externa concentra suas responsabilidades em períodos específicos, geralmente próximos ao fechamento contábil. Nessa fase, a empresa precisa apresentar documentos, evidências e trilhas de auditoria claras. Quanto maior o volume de ajustes manuais e exceções, maior tende a ser o esforço envolvido.
Quando não há alinhamento entre essas responsabilidades, surgem atrasos, solicitações repetidas de informação e pressão sobre equipes financeiras e de compliance. A previsibilidade, nesse contexto, passa a depender menos do calendário e mais da qualidade dos dados disponíveis.
Por que tantas empresas enfrentam dificuldades em auditorias internas e externas?
Mesmo organizações estruturadas ainda enfrentam obstáculos recorrentes nos processos de auditoria interna e externa. Em muitos casos, o problema não está na falta de regras, mas na forma como informações são registradas, aprovadas e armazenadas ao longo do tempo.
Entre os desafios mais frequentes, destacam-se:
- dados financeiros dispersos em múltiplos sistemas e planilhas;
- ausência de rastreabilidade clara entre despesas, aprovações e centros de custo;
- controles manuais sujeitos a erro humano e retrabalho;
- dificuldade para responder rapidamente a questionamentos de auditores;
- dependência excessiva de pessoas-chave para localizar informações.
Uma pesquisa da Deloitte, divulgada pela Valor Econômico, mostrou que empresas com baixo nível de automação gastam até 40% mais tempo na preparação para auditorias do que aquelas com processos digitais integrados.
O estudo reforça que a tecnologia deixou de ser apoio operacional e passou a influenciar diretamente a eficiência, a transparência e a confiança nos processos de auditoria.
Quais desafios afetam o controle de dados, a rastreabilidade e a preparação para auditorias?
Vamos conhecer cada um dos obstáculos para a implementação e a realização de auditorias internas e externas.
Crescimento do volume de dados acima da capacidade de controle manual
Com a expansão das operações, dados financeiros e operacionais passam a crescer em ritmo mais acelerado do que os controles tradicionais conseguem acompanhar.
Processos baseados em planilhas e aprovações informais até funcionam em estruturas menores, mas começam a gerar ruídos quando precisam sustentar auditorias internas e externas mais rigorosas, ampliando o risco de falhas e inconsistências.
Falta de rastreabilidade nos fluxos financeiros
A rastreabilidade surge como um dos pontos mais sensíveis nos processos de auditoria. Gastos corporativos, reembolsos, viagens, adiantamentos e pagamentos a fornecedores frequentemente não seguem fluxos padronizados.
Quando documentos ficam dispersos entre e-mails, sistemas legados e pastas locais, reconstruir a trilha de uma despesa se transforma em um esforço coletivo pouco confiável e altamente oneroso.
Baixa qualidade e inconsistência dos dados
Outro desafio recorrente está na qualidade das informações. Lançamentos manuais tendem a gerar duplicidades, erros de classificação e inconsistências difíceis de detectar no dia a dia.
Para a auditoria interna, esse cenário limita análises de risco e identificação de padrões. Para a auditoria externa, aumenta o volume de testes, questionamentos e ajustes solicitados ao longo do trabalho.
Identificação tardia de falhas nos controles
O fator tempo também pesa de forma significativa. Muitas empresas só percebem fragilidades nos controles quando a auditoria externa já está em andamento.
Nesse momento, qualquer correção exige mobilização intensa das equipes financeiras, de compliance e de TI, desviando atenção de atividades estratégicas e ampliando a pressão sobre prazos e resultados.
Como a tecnologia tem transformado os processos de auditoria interna e externa?
Nos últimos anos, a tecnologia deixou de ser apenas um suporte operacional e passou a estruturar o próprio modelo de auditoria interna e externa. Sistemas integrados, automação de fluxos e centralização de dados mudaram a forma como informações são registradas, analisadas e disponibilizadas aos auditores.
A digitalização dos processos cria um ambiente mais previsível. Cada despesa, aprovação ou ajuste passa a gerar registros automáticos, com data, responsável e justificativa. Essa lógica reduz lacunas de informação e elimina a dependência de controles paralelos.
Outro avanço relevante está no acesso em tempo real. A auditoria interna consegue acompanhar indicadores, identificar desvios e atuar preventivamente, sem aguardar fechamentos mensais. Já a auditoria externa encontra dados organizados, com trilhas claras e documentação padronizada, o que reduz ciclos de validação.
Tecnologias analíticas também ampliaram o escopo das auditorias. Em vez de amostragens limitadas, tornou-se viável analisar grandes volumes de transações, identificar exceções e cruzar informações financeiras com políticas internas. Isso eleva a qualidade das conclusões e reduz o risco de surpresas.
Quais são os principais benefícios da automação para auditoria e compliance?
A automação impacta auditoria interna e externa de forma direta, mas seus efeitos se estendem ao compliance e à governança corporativa como um todo. Quando processos deixam de depender de controles manuais, o ambiente organizacional ganha consistência e transparência.
Entre os principais benefícios, podemos destacar:
- redução de erros operacionais e retrabalho;
- padronização de políticas e fluxos de aprovação;
- rastreabilidade automática de transações e decisões;
- maior agilidade na resposta a auditorias e fiscalizações;
- fortalecimento da cultura de compliance.
Um levantamento da PwC Brasil, divulgado em 2024, mostrou que a automação e a digitalização de processos financeiros reduziram de forma consistente o tempo dedicado a atividades operacionais e manuais nas empresas.
Segundo o estudo Finance Benchmarking, tarefas passíveis de automação, que consumiam cerca de 41% do tempo das áreas financeiras em 2014, passaram a representar aproximadamente 28% em 2023.
Esse ganho de eficiência impacta diretamente a preparação para auditorias, ao diminuir retrabalhos, ajustes posteriores e a dependência de controles manuais dispersos.
Além da eficiência, a automação contribui para reduzir riscos reputacionais. Controles mais rígidos sobre despesas, pagamentos e aprovações diminuem a exposição a fraudes, desvios e descumprimento de normas internas ou regulatórias.
Por que auditoria, compliance e eficiência operacional deixaram de competir entre si
Durante muito tempo, auditoria interna e externa foram vistas como entraves à agilidade do negócio. Compliance era associado a burocracia, enquanto eficiência operacional seguia por outro caminho. A tecnologia alterou essa lógica.
Processos automatizados alinham esses objetivos. Auditorias se tornam menos invasivas, compliance passa a ser incorporado ao fluxo natural das operações e a eficiência cresce como consequência, não como concessão.
A experiência de empresas que adotaram plataformas integradas mostra que é possível reduzir custos, fortalecer controles e ganhar velocidade ao mesmo tempo. Não se trata de escolher entre controle e crescimento, mas de estruturar ambos sobre a mesma base de dados.
Como os modelos de auditoria interna e externa ganham força com governança apoiada por dados
Governança corporativa depende de confiança. E confiança, em ambientes complexos, é construída com dados consistentes, processos claros e controles verificáveis. Auditoria interna e externa funcionam como pilares dessa estrutura, mas só atingem seu potencial quando apoiadas por tecnologia.
A integração entre sistemas financeiros, políticas corporativas e relatórios automatizados reduz assimetrias de informação entre áreas, conselhos e auditores. Decisões passam a ser sustentadas por registros objetivos, não por interpretações isoladas.
Nesse cenário, a auditoria interna fortalece sua atuação consultiva, enquanto a auditoria externa cumpre seu papel de validação com menos fricção. O resultado é um ambiente mais estável, preparado para crescer sem perder controle.
Como a adoção de soluções digitais reduz riscos operacionais e financeiros?
Riscos operacionais raramente surgem de grandes falhas isoladas. Na maioria dos casos, eles se acumulam a partir de pequenas exceções não monitoradas. Gastos fora de política, aprovações informais e registros incompletos criam brechas difíceis de mapear manualmente.
Soluções digitais reduzem esse risco ao impor consistência. Regras são aplicadas automaticamente, exceções ficam visíveis e relatórios consolidam informações antes dispersas. Esse modelo facilita não apenas auditorias internas e externas, mas também inspeções regulatórias e revisões internas periódicas.
A redução de riscos financeiros acompanha esse movimento. Melhor controle de despesas, previsibilidade orçamentária e visibilidade sobre compromissos financeiros ampliam a capacidade de planejamento e reduzem impactos inesperados no caixa.
Como a SAP Concur contribui para auditoria, governança e controle financeiro?
É nesse contexto que soluções especializadas ganham protagonismo. A SAP Concur atua diretamente nos pontos mais sensíveis das auditorias internas e externas: gestão de despesas, viagens corporativas, pagamentos e compliance financeiro.
Ao centralizar informações em uma única plataforma, a solução garante que cada despesa siga políticas previamente definidas. Aprovações, comprovantes e classificações ficam registrados de forma automática, criando uma trilha de auditoria clara e acessível.
Para a auditoria interna, isso viabiliza análises contínuas. Desvios de política, gastos fora do padrão ou inconsistências podem ser identificados rapidamente, com dados confiáveis. O time deixa de atuar apenas de forma reativa e passa a apoiar decisões estratégicas com base em evidências.
No caso da auditoria externa, o impacto aparece na fluidez do processo. Documentos organizados, relatórios padronizados e histórico completo de transações reduzem questionamentos, testes adicionais e retrabalhos. A relação com auditores se torna mais objetiva e previsível.
A SAP Concur reforça o papel estratégico das auditorias internas e externas
Ao apoiar empresas na organização de despesas, viagens e processos financeiros, a SAP Concur Brasil atua além da operação. A solução contribui para elevar o nível de maturidade da governança corporativa, oferecendo visibilidade contínua e dados confiáveis para auditorias internas e externas.
Esse apoio se traduz em ganhos práticos: auditorias mais rápidas, relatórios mais claros e decisões mais seguras. O controle deixa de ser um evento pontual e passa a integrar a rotina da empresa.
Em um ambiente regulatório cada vez mais exigente, contar com tecnologia deixa de ser diferencial e se torna parte da estratégia. Auditoria interna e externa, quando bem estruturadas, deixam de ser apenas instrumentos de verificação e passam a sustentar crescimento, credibilidade e sustentabilidade do negócio.
Para continuar se informando sobre o tema, saiba mais sobre o papel da auditoria interna na gestão de riscos de fraude.