Crescimento e Otimização

Como escolher o melhor sistema de armazenamento em nuvem?

SAP Concur |

O sistema de armazenamento em nuvem (ou cloud computing) já está presente em grande parte das empresas brasileiras. As razões desse sucesso são simples de entender: facilidade de acesso aos arquivos, backup automático, compartilhamento otimizado, entre outras.

Isso não significa que você deve escolher o primeiro serviço que for oferecido à sua empresa. Ao optar por um sistema de armazenamento em nuvem, algumas etapas devem ser levadas em consideração.

Neste post, apresentaremos o que observar antes de mergulhar na chamada cloud computing. Boa leitura!

O que é armazenamento em nuvem?

É o modelo em que dados, documentos, backups e aplicações ficam hospedados em infraestrutura remota, acessada pela internet e administrada com camadas de segurança, redundância e escalabilidade.

Na prática, a empresa deixa de depender apenas de servidores locais ou arquivos dispersos em máquinas individuais e passa a organizar as informações em ambientes centralizados, com acesso controlado e integração entre equipes e sistemas.

Esse formato atende uma demanda típica da transformação digital: operar com dados acessíveis, íntegros e atualizados em tempo real. Em vez de manter planilhas isoladas, pastas locais e processos manuais, o negócio cria uma base mais consistente para colaboração, governança e análise.

A nuvem já deixou de ser uma aposta para virar infraestrutura de negócio. No Brasil, 77% das empresas usam algum tipo de serviço cloud, e 61% afirmam adotar a nuvem de forma plena nas operações.

O dado ajuda a explicar por que o debate sobre armazenamento em nuvem saiu da esfera técnica e chegou ao centro das decisões de gestão, orçamento e crescimento.

Quais são os tipos de soluções de cloud para empresas?

Agora, vamos conhecer os principais tipos de cloud computing para diferentes organizações.

Nuvem pública

Na nuvem pública, a infraestrutura pertence ao provedor e é compartilhada entre diferentes clientes, com isolamento lógico e contratação sob demanda.

Esse modelo costuma atrair empresas que buscam rapidez de implantação, elasticidade e menor investimento inicial em hardware. É comum em operações que precisam crescer sem ampliar a estrutura física de TI na mesma proporção.

Para negócios em expansão, filiais com acesso distribuído e equipes híbridas, a nuvem pública costuma entregar boa relação entre custo e escalabilidade.

Por outro lado, ela exige atenção redobrada à configuração de acesso, políticas de backup, gestão de identidade e escolha do parceiro, já que desempenho e segurança dependem tanto da tecnologia contratada quanto da governança aplicada pela empresa.

Nuvem privada

A nuvem privada é desenvolvida para uso exclusivo de uma organização. Ela costuma ser adotada quando há exigências maiores de controle, customização, soberania de dados ou políticas rígidas de compliance.

Em setores regulados, esse modelo costuma ganhar força por facilitar a definição de camadas específicas de segurança, auditoria e segmentação do ambiente.

Isso não quer dizer que a nuvem privada seja automaticamente superior. Em muitos casos, ela traz mais controle, mas também demanda mais desenho arquitetural, mais gestão especializada e custos que precisam ser bem dimensionados.

Para empresas com processos muito particulares ou dados altamente sensíveis, o ganho pode compensar. Para outras, a complexidade pode ser excessiva.

Nuvem híbrida

A nuvem híbrida combina ambientes públicos e privados conforme a natureza dos dados e das aplicações. É uma das respostas mais práticas para empresas que não querem escolher entre flexibilidade e controle, mas equilibrar ambos.

Dados mais sensíveis podem ficar em ambiente privado, enquanto aplicações de colaboração, produtividade ou picos de processamento seguem em ambiente público.

Esse modelo costuma funcionar bem em companhias que já têm ERP, plataformas financeiras, bases legadas e diferentes níveis de criticidade entre os sistemas.

Também é uma alternativa interessante para empresas que migram em fases, sem ruptura brusca. Entre os tipos de armazenamento em nuvem, a abordagem híbrida costuma ser a mais aderente para organizações em um estágio mais maduro de transição digital.

Quais critérios ajudam a escolher o melhor sistema de nuvem?

Antes de comparar propostas, vale organizar a análise em quatro frentes: proteção dos dados, custo total da operação, desempenho da estrutura e integração com os sistemas já usados pela empresa.

Esse recorte deixa a avaliação mais objetiva e evita decisões baseadas apenas em preço ou popularidade do fornecedor. Conheça os principais critérios!

Segurança e governança dos dados

A primeira pergunta não deveria ser “quanto custa?”, mas “quais dados estarão nesse ambiente?”. Isso porque a resposta muda toda a análise.

Empresas que tratam contratos, documentos contábeis, dados bancários, informações estratégicas ou dados pessoais sensíveis precisam verificar criptografia, autenticação multifator, trilhas de auditoria, segregação de acesso e política de resposta a incidentes.

Governança também entra nessa conta. Um bom sistema de nuvem não serve apenas para guardar arquivos. Ele deve facilitar classificação de dados, controle de versões, definição de responsáveis e histórico de movimentações.

Sem isso, a empresa troca um problema antigo por outro mais sofisticado: arquivos centralizados, mas sem regras claras de uso.

Custo total da operação

No universo dos provedores de nuvem, preço isolado costuma ser métrica enganosa. É preciso olhar custo total: armazenamento, tráfego, integrações, licenciamento, suporte, recuperação de desastres, expansão de capacidade e possíveis gastos com customização.

Um contrato barato na entrada pode ficar caro quando o volume cresce ou quando integrações básicas passam a ser cobradas à parte.

Também vale observar o impacto financeiro indireto. Um ambiente estável, integrado e bem administrado reduz retrabalho, falhas operacionais e tempo gasto com versões desencontradas de documentos.

Em áreas como controladoria e finanças, isso se traduz em fechamento mais confiável, fluxo de aprovação mais fluido e menos exposição a erro manual.

Desempenho e escalabilidade

O desempenho não se resume à velocidade de upload. Envolve disponibilidade, tempo de resposta, estabilidade em acessos simultâneos e capacidade de suportar crescimento sem perda operacional.

A nuvem deve acompanhar a expansão da empresa, a entrada de novas unidades, o aumento de usuários e a incorporação de novos sistemas.

Escalabilidade também exige previsibilidade. O serviço precisa crescer com a operação, sem transformar cada aumento de demanda em projeto técnico complexo. Quando isso ocorre, a nuvem vira alavanca. Quando não ocorre, ela se torna gargalo disfarçado de modernização.

Integração com sistemas corporativos

A estrutura de nuvem precisa conversar com ERP, plataformas financeiras, ferramentas de gestão documental e outros sistemas que sustentam a rotina do negócio.

Quando a informação circula entre áreas sem rupturas, a empresa reduz retrabalho, melhora a rastreabilidade e ganha mais agilidade para tomar decisões.

Esse ponto pesa ainda mais em operações que dependem de dados compartilhados entre financeiro, controladoria, compras, atendimento e gestão.

Sem integração, o armazenamento em nuvem corre o risco de virar apenas mais um repositório isolado. Com integração bem desenhada, ele passa a apoiar a operação de forma consistente e estratégica.

Como segurança, compliance e integração de dados entram nessa escolha?

A discussão sobre segurança em cloud empresarial ganhou novo peso porque a regulação e os ataques evoluíram ao mesmo tempo. A LGPD define regras para o tratamento de dados pessoais, inclusive em meios digitais, e traz atenção redobrada para dados sensíveis, como os de saúde.

No setor público de saúde, a proteção dessas informações aparece como diretriz explícita da transformação digital do SUS, enquanto a RNDS foi regulamentada em 23 de julho de 2025 como plataforma oficial de integração de dados, com foco em segurança, privacidade e rastreabilidade.

Esse contexto ajuda a entender por que o setor de saúde exige análise ainda mais cuidadosa. Hospitais, clínicas, laboratórios e operadoras lidam com prontuários, exames, laudos, autorizações e informações cadastrais que não admitem vazamento ou perda de histórico.

Em julho de 2025, um levantamento divulgado pela Security Leaders mostrou mais de 11 mil violações de segurança no setor de saúde no primeiro semestre. Não é um alerta abstrato. É um recado direto sobre o custo de tratar armazenamento apenas como espaço de arquivo.

Na prática corporativa, isso vale também para gestão de documentos, controle financeiro e compartilhamento entre áreas.

Um grupo empresarial que concentra contratos, comprovantes, relatórios gerenciais e dados bancários em ambiente cloud precisa garantir níveis de acesso por perfil, backups frequentes, logs de movimentação e integração com os sistemas que geram esses dados.

Quando a empresa enxerga a nuvem como parte da arquitetura de governança, a tecnologia deixa de ser só repositório e passa a sustentar decisões bem informadas e políticas de conformidade.

Como a SAP Concur pode ajudar na gestão e proteção de dados?

As plataformas da SAP Concur funcionam na nuvem, de modo a garantir segurança dos arquivos e disponibilidade para seus clientes. Confira algumas das características das nossas soluções:

  • a SAP posiciona seu Cloud ERP como uma base de gestão com dados em tempo real, IA embarcada e desempenho escalável para finanças, supply chain, procurement e outras áreas, o que favorece a centralização das informações e reduz a fragmentação entre departamentos;
  • o SAP Trust Center reúne informações sobre segurança, privacidade, status de serviços e certificações, reforçando transparência para empresas que precisam avaliar requisitos de compliance antes da contratação;
  • a SAP também destaca recursos de segurança e compliance para o Cloud ERP e o Cloud ERP Private, com foco na proteção de dados e dos processos empresariais em ambientes escaláveis;
  • com o SAP Integration Suite, a empresa conecta o Cloud ERP ao ecossistema de TI, integrando finanças, RH, procurement, supply chain e CRM para gerar fluxo de informação mais consistente e decisões apoiadas em dados;
  • para negócios que precisam ligar armazenamento, governança e execução operacional, esse conjunto faz diferença porque aproxima o repositório de dados dos sistemas que movimentam a operação no dia a dia, evitando silos e ampliando visibilidade sobre o negócio.

Como vimos neste artigo, escolher entre diferentes provedores de nuvem envolve muito mais do que capacidade de guardar arquivos. A decisão certa nasce do encontro entre estratégia, risco, integração, inovação e perspectiva de crescimento.

Quando a empresa analisa ambiente, compliance, performance e aderência aos sistemas de gestão, o investimento em armazenamento em nuvem deixa de ser apenas uma escolha técnica e passa a compor a arquitetura do negócio.

Conheça as soluções da SAP para gestão de dados e integração de sistemas e leve mais segurança e eficiência para a sua empresa.

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