As viagens corporativas jamais serão as mesmas. Ainda bem!

08/02/2021, por Denis TassitanoVice-Presidente, SAP Concur Brasil

Nos dois primeiros meses de 2020, um pouco antes do Corona vírus colocar o mundo em quarentena, eu já havia carimbado no meu passaporte vistos de entrada para alguns países da América Latina, Estados Unidos e Barcelona, sendo que todas estas viagens foram realizadas exclusivamente a trabalho.

Cansativo não? Sabe-se lá quantas milhas eu teria acumulado ao longo do ano junto com as noites dormidas fora de casa e longe da família se não fosse o lockdown.

Ao longo do tempo eu aprendi a ser produtivo vivendo na estrada, trabalhando nos saguões e salas VIPs dos aeroportos, hotéis e escritórios das subsidiárias das empresas que trabalhei, em clientes ou até em parceiros de negócio mas, mesmo assim, com muita frequência me deparei com agendas que poderiam ser substituídas por uma boa vídeo conferencia sem prejuízo algum para o negócio, muito pelo contrário.

Talvez a ampliação das ofertas de voos que ocorreram ao longo do tempo somada a mentalidade de que o presencial sempre sobrepõe o virtual criaram uma cortina de fumaça encobrindo a visão de gestores em relação aos custos financeiros e psicológicos que impactam colaboradores e empresas. Se por um lado, além das passagens aéreas as empresas arcam com os custos de hotéis, alimentação e outros encargos, o viajante que passa muito tempo fora da sua base, costuma ter sua saúde física e mental afetada no médio longo prazo.

Ao invés de viagens no atacado, viagens "a kilo", a pandemia muito provavelmente trará as viagens no varejo, no “a la carte”, permitindo que as empresas inteligentes saiam na frente, diminuindo o custo total, ao mesmo tempo em que aumentam o investimento individual do pacote contratado para o viajante frequente. É sobre gastar menos e melhor, com menos viagens desnecessárias e maiores investimentos nas que fazem sentido proporcionando ao colaborador uma experiência premium, com melhores hotéis, voos em categorias superiores e diárias maiores, afinal de contas, já que o montante total diminuirá, nada mais justo do que diminuir a fadiga de quem viaja através de uma excelente experiência.

Saiba mais sobre as tendências e novidades em viagens corporativas para 2021! 

Mas para que esta migração de gastos ocorra para um patamar estratégico, melhorando a economia para as empresas junto com as condições para os funcionários que viajam, é fundamental que a gestão tenha em mãos o controle absoluto dos tipos e origens das despesas já que junto com a proposta de mudança radical no perfil dos gastos é necessário que este novo comportamento, também, esteja alinhado com as políticas de compliance estabelecidas pela empresa.

Enquanto muitas empresas focarão na pura e simples economia, outras, sairão na frente aliando a economia a experiência premium do seu colaborador, trazendo o melhor dos dois mundos.

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Foto do perfil de Denis Tassitano

 

 Sobre o autor: Denis Tassitano é Vice-Presidente de Vendas da SAP Concur no Brasil. Com sólida  experiência em   vendas diretas e indiretas nas indústrias de software e marketing esportivo, trabalha com abordagens criativas para   resolução de problemas.  Formado em Propaganda e Marketing, possui Extensão em Marketing pela New York University e MBA em Marketing pela ESPM.