Se tempo é dinheiro, sua empresa está no lucro ou no prejuízo?

20/07/2021, por Luís Artur Nogueira, Economista, Jornalista e Palestrante. 

Há um consenso de que a pandemia rompeu as barreiras que ainda existiam em relação ao home office. Diante do pânico inicial, no ano passado, empresas e colaboradores foram obrigados a entrar num acordo sobre regras básicas de conduta e de remuneração do trabalho feito em casa. Passados mais de 15 meses, no entanto, existe um ponto sobre o qual não há unanimidade: houve ganhos ou perdas de produtividade das equipes remotas?

Dada a sua relevância, resolvi trazer esse tema para a nossa Jornada da Economia, uma parceria de conteúdo com a SAP Concur. No mundo corporativo, um dos aspectos importantes que os gestores deveriam monitorar é o tempo gasto por suas equipes com as diversas atividades rotineiras. Certamente esse item tem impacto direto na produtividade do time.

Dizem que foi o americano Benjamin Franklin quem cunhou, no Século XVIII, a célebre frase “remember that time is money”. Se tempo é dinheiro, sua empresa está no lucro ou no prejuízo nesta pandemia? E como melhorar neste cenário pós-vacinação em que o home office tende a ser substituído gradativamente pela volta do trabalho presencial?

Em primeiro lugar, é fundamental comparar o desempenho das equipes antes (presencial) e durante a pandemia (home office). Não se trata apenas de ficar apontando prós e contras, mas de mensurar produtividade, sem achismos. Na ponta do lápis, os nossos colaboradores entregaram mais ou menos trabalhando remotamente? Houve impacto na qualidade do serviço e no desenvolvimento das equipes?

Esse exercício vai ajudar, inclusive, na definição de quais departamentos voltarão rapidamente à atividade presencial e quais permanecerão remotamente. Eu, particularmente, acredito que o convívio tête-à-tête entre as pessoas traz benefícios que são insubstituíveis pelo mundo on-line, na maioria das empresas. Mais ainda no nosso universo latino, em que as pessoas gostam do contato.

Tenho, entretanto, algumas dúvidas pontuais. Na sua empresa, as reuniões virtuais são mais ou menos produtivas que as presenciais? Fiquei com a impressão de que a quantidade de reuniões aumentou muito na pandemia, sem uma redução proporcional do tempo dedicado a elas. Mas é, por enquanto, apenas uma impressão.

Por outro lado, o horário de almoço foi mais bem respeitado em casa? Perdeu-se menos tempo com cafés durante o expediente? Suspeito que sim nas duas questões. Sem falar na economia de tempo que os colaboradores tiveram com a ausência de deslocamento para a empresa. Neste caso, um ganho mais pessoal do que corporativo, mas não deixa de ser um ganho.  

Na minha visão, o ponto crucial deste debate é quais das lições que aprendemos no mundo remoto imposto pela pandemia podem ser incorporadas definitivamente nas empresas. Certamente a reposta passa pela capacidade da tecnologia de otimizar o tempo das pessoas. Lembre-se: tempo é dinheiro.

Vamos a alguns exemplos práticos. Antes da pandemia, era comum o reagendamento de reuniões presenciais devido à ausência de algum participante estratégico. Bastava um imprevisto de última hora (um simples engarrafamento depois do almoço) para aquele encontro tão aguardado ser adiado, o que muitas vezes comprometia o cronograma de entrega de projetos. Com a explosão de aplicativos de reuniões, alguém consegue imaginar algum motivo para se ausentar de uma reunião, exceto por questões médicas? É só ligar o celular e participar.  

Quando falamos de ganhos de produtividade, não posso deixar de dar um grande exemplo de como a tecnologia pode poupar nossos colaboradores de horas de horas de trabalho improdutivo. Com a aceleração do processo de vacinação, as viagens corporativas estão voltando com tudo – e vão crescer muito ao longo do segundo semestre.

O planejamento da viagem é uma atividade fundamental, que vai desde a reserva de passagens aéreas, hospedagens e transporte terrestre até a escolha de restaurantes que se encaixem no orçamento aprovado. Não dá para fazer tudo isso à moda antiga.

É também preocupante notar que empresas que não se transformaram digitalmente nesta pandemia continuem desperdiçando muito tempo com atividades improdutivas de monitoramento e prestação de contas. Neste contexto, é impensável a utilização do obsoleto modelo de acúmulo de notas fiscais e recibos em papéis, que dão margens para erros, perdas e fraudes.

Quantas relatórios de prestação de contas não tiveram de ser refeitos por falhas nos comprovantes? Sem falar na sensação de desconforto do colaborador pelo retrabalho associado à demora no reembolso a que tem direito.

Não podemos esquecer daqueles imprevistos que surgem durante as viagens corporativas e que precisam de uma rápida aprovação de verba suplementar. Que tal fazer tudo isso de forma integrada e por meio de soluções tecnológicas ao alcance de um celular ou notebook? Está na hora de conhecer o cardápio de serviços e soluções que SAP Concur tem para a sua empresa.   

A Jornada da Economia disponibilizará, a cada quinze dias, um novo conteúdo aos participantes no site https://www.concur.com.br/news-center, nas redes sociais da SAP Concur e no canal gratuito do Telegram. A ideia é proporcionar o acompanhamento da evolução do cenário econômico para que ninguém seja pego de surpresa e possa tomar as melhores decisões corporativas.

 


Luís Artur Nogueira, economista, jornalista e palestrante, é colunista da ISTOÉ Dinheiro e do Portal iG, e debatedor no programa “Opinião no Ar”, na Rede TV!. A Jornada da Economia é uma parceria de conteúdo entre ele e a SAP Concur. Participe do grupo Jornada da Economia, no Telegram, e receba tudo em primeira mão!