Controle de Custos Corporativos

Automação financeira x Gestão financeira tradicional: compare o impacto em custos, fraudes e decisões

SAP Concur |

A automação financeira mudou a forma como empresas de médio e grande porte tratam despesas, pagamentos e projeções, mas a decisão de trocar processos manuais por um sistema automatizado ainda gera dúvida entre CFOs. A decisão pesa menos sobre velocidade e mais sobre qual modelo aguenta a complexidade da operação atual.

Cada critério de comparação carrega um peso diferente dependendo do porte e do setor da empresa. Custo, controle de fraude, qualidade dos dados e capacidade de escalar a operação entram nessa conta com força parecida. O avanço da inteligência artificial na gestão financeira também empurra essa comparação para o centro da pauta dos CFOs.

Agora, serão apresentados os critérios que realmente pesam nessa comparação, o que muda na prática entre processos financeiros manuais e automatizados, e quais custos entram na conta antes de decidir pela automação. Confira os detalhes a seguir.

Quais critérios separam a automação financeira da gestão financeira tradicional?

Comparar os dois modelos só pelo argumento da velocidade simplifica demais uma decisão que pesa sobre toda a gestão financeira empresarial. O quadro a seguir resume como cada critério se comporta em cada modelo:

CritérioGestão financeira tradicionalGestão financeira automatizada
Custos operacionaisSobem com o volume de transações e de pessoas na conferênciaCrescem bem mais devagar, mesmo com o aumento do volume
Horas em tarefas manuaisConsomem boa parte da equipe todo mêsCaem porque o sistema faz a conferência inicial
Prevenção de fraudes financeirasDepende da atenção de quem confere cada documentoSinaliza divergências antes do pagamento
Qualidade dos dadosVaria conforme quem faz o lançamentoFica mais consistente, com categorias padronizadas
Velocidade das aprovaçõesPassa por e-mails e planilhas paralelasSegue um fluxo definido, sem etapas perdidas
EscalabilidadeExige mais gente a cada nova filial ou unidadeAbsorve crescimento sem aumento proporcional de equipe

Nenhum critério isolado decide a comparação. O peso de cada um muda conforme o tamanho da operação e o quanto ela já depende de processos financeiros manuais no dia a dia.

O que muda na prática, dos processos manuais aos automatizados?

Os quatro pontos abaixo mostram esse contraste em situações concretas, do controle de despesas ao fechamento de pagamentos.

  • consolidar despesas de várias filiais leva dias quando cada loja envia planilha separada. Com dados centralizados, o financeiro acompanha os gastos quase em tempo real;
  • validar pagamentos a fornecedores (linkar o artigo “Como controlar pagamentos a fornecedores e evitar fraudes fiscais?”) depende de conferência manual de cadastro e dados bancários. Automatizado, o sistema cruza essas informações antes de liberar qualquer valor;
  • fazer 3-way matching (linkar o artigo “Como o 3-way matching automatizado reduz erros e fraudes no processo de contas a pagar?”) à mão exige abrir três documentos e comparar item a item Aa automação de contas a pagar compara pedido, recebimento e fatura assim que a fatura chega;
  • transformar dados de despesas em projeção financeira depende de planilhas atualizadas manualmente. Com dados estruturados, a projeção acompanha o ritmo real do negócio.

Uma pesquisa da Deloitte, divulgada pelo SEGS, mostra que 74% dos CFOs brasileiros pretendem adotar inteligência artificial generativa nas atividades financeiras, e 15% já usam a tecnologia hoje.

O mesmo levantamento aponta que 54% dos entrevistados citam a integração entre sistemas como o maior desafio da mudança, ganho que só se traduz em eficiência financeira quando o processo é bem mapeado antes da automação de processos financeiros.

Quais custos entram na conta antes de automatizar?

A automação financeira não é gasto zero. Antes de decidir, vale mapear os custos diretos e indiretos da mudança.

  • licença ou assinatura do software de gestão financeira, geralmente cobrada por usuário ou por volume de transações;
  • tempo de implementação e integração com sistemas já usados pela empresa, como ERP e folha de pagamento;
  • treinamento das equipes financeiras e das áreas que vão registrar despesas no novo fluxo;
  • ajuste de processos internos e da política de despesas corporativas, para que o sistema reflita as regras da empresa;
  • manutenção e suporte contínuos, que variam conforme o porte do contrato firmado com o fornecedor.

Esses custos costumam aparecer nos primeiros meses. O ROI da automação normalmente vem depois, quando o tempo economizado em conferência manual e a redução de erros começam a pesar mais do que o investimento inicial.

Quais são os sinais de que a gestão tradicional chegou ao limite?

Nem toda empresa precisa iniciar uma transformação financeira completa agora. Alguns sinais, porém, indicam que o modelo tradicional já custa mais do que aparenta.

Sinais de que é hora de automatizar

Conheça algumas situações que mostram que chegou o momento de automatizar:

  • o financeiro fecha o mês sempre correndo atrás de comprovantes atrasados;
  • as aprovações se acumulam porque dependem de e-mails e assinaturas manuais.
  • os erros e pagamentos duplicados aparecem com frequência maior do que o esperado;
  • a equipe cresce junto com o volume de transações, em vez de absorver esse crescimento com o mesmo time.

Como avaliar se os ganhos compensam o investimento

O ganho de tempo é o primeiro sinal, mas não o único. Comparar horas economizadas em conferência manual, redução de erros e velocidade das aprovações com o custo total do software de gestão financeira dá uma base mais realista do que decidir só pelo preço da licença.

A automação financeira, quando bem avaliada, custa menos do que manter uma operação presa a processos financeiros manuais que já não acompanham o ritmo do negócio. O próximo passo é olhar de perto onde a operação mais perde tempo hoje, e testar como a automação resolveria esse ponto específico.

Para aprofundar cada ponto da comparação, vale revisitar como funciona a gestão de despesas corporativas, o controle de despesas em redes com múltiplas filiais (linkar o artigo “Como empresas de varejo controlam despesas em múltiplas filiais?”), o 3-way matching no processo de contas a pagar e o uso de dados de despesas (linkar o artigo “Como usar dados de despesas para fazer projeções financeiras mais precisas?”) para projeções financeiras.

Para conhecer a solução por trás dessa automação, visite a página oficial do SAP Concur Expense!

FAQ

O que é automação financeira?

É o uso de sistemas para reunir dados, aplicar regras e conferir despesas e pagamentos sem depender de conferência manual.

Qual a diferença entre gestão financeira tradicional e automatizada?

A tradicional depende de conferência manual e planilhas. A automatizada cruza dados e aplica regras antes da aprovação.

Automação financeira reduz fraudes?

Ela reduz o risco ao sinalizar divergências antes do pagamento, mas não substitui outros controles internos.

Quanto custa automatizar processos financeiros?

Envolve licença de software, implementação, treinamento e ajuste de processos, além de manutenção contínua.

Quando vale a pena investir em automação financeira?

Quando o tempo perdido em conferência manual e os erros recorrentes já custam mais do que o investimento na mudança.

Automação financeira substitui a equipe do financeiro?

Não substitui, mas libera tempo da equipe para análise e decisão em vez de conferência repetitiva.

Controle de Custos Corporativos
Entenda o conceito e quando a alavancagem financeira faz sentido para sua empresa: riscos, grau de alavancagem e critérios antes de decidir
Continue lendo
Controle de Custos Corporativos
Uma análise de custos mal feita custa caro. Descubra exatamente onde as empresas mais erram e como tornar o processo mais confiável.
Continue lendo
Controle de Custos Corporativos
Quais são os principais gargalos no controle de despesas em viagens corporativas e como estruturar processos mais eficientes? Leia este artigo e descubra.
Continue lendo