ESG só rola com V de Verdade

Por: Joni Galvão, Fundador & CEO da THE PLOT e MASTER TALKS

Tenho feito os roteiros de um conjunto de lives da SAP Concur. com o meu cliente e amigo @RodrigoMurad. Um deles, com o assunto ESG (Enviroment, Social, Governance). Com a participação de Murilo Gun e Marcos Mion, entre outras grandes mentes, o assunto ficou bem mais leve do que tem sido.

ESG é um nome bonito para práticas que já vem acontecendo.

Mas o fato de termos “rotulado” e criado uma maneira de mensurar, traz ainda mais responsabilidade. Muitos podem dizer “ah, mas isso é só marketing”. Que seja, desde que seja feito.

Murilo Gun trouxe um ponto de vista interessante. A tendência geral é “voltar para casa”. Veio a pandemia, que começou na China e nos obrigou a voltarmos para nossas casas. Esse evento trouxe a oportunidade de refletirmos sobre como temos conduzido a vida.

  • Meio ambiente não está lá fora, está dentro de cada um.

  • O social, é olhar para o outro sem ficar preso nos interesses pessoais.

  • E a Governança, é o mais mal avaliado no Brasil (segundo Eduardo Mufarej, um dos convidados do evento). Isso porque a Governança deve funcionar de qualquer maneira, pois se isso não acontecer, as outras “letras” não acontecem.

A governança existe dentro de casa, quando definimos as regras de tomada de decisão e quando existe uma transparência que rege aquela família. Ela mede o nível da ética de cada um. E nesse caso, não adianta ficar contando histórias. As decisões e as ações devem mostrar se uma empresa tem ou não uma governança ética, com uma base que faça com que cada ser sinta isso no coração.

Murilo Gun trouxe um ponto de vista interessante. A tendência geral é “voltar para casa”. Veio a pandemia, que começou na China e nos obrigou a voltarmos para nossas casas. Esse evento trouxe a oportunidade de refletirmos sobre como temos conduzido a vida.

 

  • Meio ambiente não está lá fora, está dentro de cada um.

  • O social, é olhar para o outro sem ficar preso nos interesses pessoais.

  • E a Governança, é o mais mal avaliado no Brasil (segundo Eduardo Mufarej, um dos convidados do evento). Isso porque a Governança deve funcionar de qualquer maneira, pois se isso não acontecer, as outras “letras” não acontecem.

Esqueça os quadros na parede, as declarações dentro de apresentações.
Falar é fácil, mas quando comparamos a fala com a prática, vemos uma diferença, muitas vezes, abismal.

O ser humano tem se expandido com a intenção de crescer, dominar, se globalizar, mostrar para o mundo que tem poder, e muitos outros fenômenos. A consequência disso é o abandono do "olhar para dentro" com honestidade. Além de reconhecer onde estamos prejudicando e onde estamos ajudando a ter um mundo melhor.

E para mim, o principal desafio das empresas é assumir as verdades e jogar no lixo as falsas verdades. Diego Barreto, do iFood, demonstrou na prática o que é assumir a verdade.

“Eu não posso falar que emissão de carbono é nosso forte pois as nossas motos poluem, e eu não vou esconder isso.”

O importante é querer acabar, ou pelo menos diminuir este problema com ações que façam a diferença. Ele demonstrou que tem uma fraqueza, mas que será forte o suficiente como protagonista para combater esse problema. Isso traz muito mais credibilidade do que ficar se gabando e esconder o que não faz.

A responsabilidade do ESG não é só das empresas, mas de cada um de nós. Dentro das empresas, as pequenas fraudes, como pedir uma nota acima do valor para conseguir um trocado a mais, demonstram que esse assunto está em todos os lugares.

O ser humano, desde criança, tem uma tendência a quebrar algumas regras, quando não concorda com elas. Ou seja, já estamos nos afastando do ESG desde a infância. Esse é, portanto, um desafio também para as escolas, pois as novas gerações têm uma oportunidade de um dia, quem sabe, nem precisarmos falar disso pois tudo acontece de forma natural. Utopia? Talvez, mas o significado dessa palavra é “ideal”. Ideal nunca vai acontecer, mas temos a obrigação de buscarmos essa referência. Nos aproximarmos deste ideal. Só assim teremos uma esperança para uma sociedade melhor.

Ah, mas e o governo? Simples, no alfabeto deles faltam 3 letras. E isso é um problema nosso também. Temos que cobrar. Fazemos parte dessa grande “empresa” chamada Brasil. E se trabalhamos aqui e percebemos que quem governa não respeita essas práticas, temos que fazer a nossa parte para tentarmos melhorar. Afinal, não dá pra pedir demissão do País que vivemos. Só alguns poucos acabam saindo para outros ambientes (países) em que o alfabeto está mais completo!

ESG surgiu para definir critérios que investidores utilizam na avaliação das empresas. Isso será valorizado cada vez mais.

Já deu pra perceber que quem ignorar essas práticas, pode estar com os dias contados.

E também, eu diria que o exagero nas regras, muitas vezes desnecessárias, acabam se voltando contra a empresa.

Como um exemplo, recebi um pedido de orçamento de uma grande empresa e me surpreendi com parte do texto no email deles: “Reforçamos que nosso pagamento acontece 90 dias após 15 dias da entrega do produto final. Sabendo que também temos os 20 dias que sempre aplicamos, blabla...” É mais ou menos isso! No total, eu estaria gerando meu custo e sendo remunerado por ele quase 6 meses depois com a desculpa que é “compliance”. Com a desculpa de que é algo da governança da empresa, ela dá um jeito de se beneficiar ignorando o outro. Se pensarmos, isso é pior do que uma empresa que assume que não vai fazer nada. É o abuso do poder mascarado de ESG!

No meu ponto de vista, a principal letra de tudo isso não é nem E, nem S e nem G. É V de verdade. Pois sem ela, as outras não são possíveis. Deveria então mudar para ESGV!

Por fim, Murilo Gun trouxe uma reflexão “Se você sempre fala a verdade, não precisa lembrar de nada. Não viver a verdade faz a gente gastar muita energia."

E se sua empresa tem dificuldade de encontrar seu propósito, escolha um que seja universal: contribuir para o bem da sociedade! Assim, cada um do seu jeito, estará com esse “pano de fundo”.

E sobre cada indivíduo, Marcos Mion reforça que “não somos melhores, somos diferentes”. Isso é uma mentalidade que pode mudar muita coisa nesse mundo.

“O poder é maravilhoso quando é usado para fazer o bem para o mundo.” Murilo Gun

“O papel de um pai é ajudar a próxima geração a ser melhor que a dele”. Marcos Mion

Amém!

 

Texto originalmente publicado em: https://www.theplotcompany.com/post/esg-s%C3%B3-rola-com-v-de-verdade